quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Novidades do GP

Caros amigos,
Fizemos nossa primeira reunião do grupo em janeiro. Lá, decidimos coisas importantes. A partir desse ano, tentarei limitar o âmbito da pesquisa no grupo. Os trabalhos continuam submetidos a três linhas:
1. Teoria do Direito
2. Teoria da Justiça e Ética
3. Dogmática jurídica pragmática
A terceira linha, mais procurada, estará restrita ao direito constitucional e, mais especificamente, ao artigo 5º ou algum direito social. Isso implica a pesquisa de decisões do STF, sempre. Quero estreitar a relação com o mestrado e suas linhas de pesquisa, notadamente relacionadas com direitos sociais e os impactos do discurso do constitucionalismo brasileiro na relativização de direitos individuais.
As propostas de trabalho, em forma de projeto, deverão ser apresentadas nas reuniões do grupo e serão organizadas por mim. Farei sugestões e indicarei os melhores parceiros de trabalho para que o grupo fique, a partir de agora, mas coeso.
Os projetos devem conter apenas o tema, objetivos e fundamentação teórica e devem ser apresentados em no máximo duas laudas.
Quem tiver interesse, procurar o grupo nas reuniões. A primeira reunião dessa nova fase será na quarta-feira, dia 7 de março, 16h na FDA.
Abraços!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

GP no II encontro Procad UFAL-UFPE-UFPB

Proxima reunião: dia 25 de Janeiro

Amigos,

Nossas férias estão sendo produtivas. Tenho pensado em algumas novidades para o grupo. Entre elas, a organização de uma pesquisa maior, que irá englobar até 8 alunos e servirá como base para pleitearmos o PIBIC do próximo ano. Assim, pretendo organizar o grupo em áreas temáticas previamente definidas.

O pesquisador ficará menos livre para a escolha do tema, mas, em compensação, alcançaremos maior profundidade na pesquisa.

Pretendo continuar a pesquisa que hoje está sendo desenvolvida por Lívia e Carol para alcançar, usando a mesma metodologia, outros direitos fundamentais além da liberdade de expressão. Quero acrescentar a temática do papel da jurisdição constitucional e de como o STF lida com seu poder diante desse tema.

A ideia é fazer um "guarda-chuva" e projetos individuais específicos no intuito de mapear os direitos fundamentais na visão do STF. Ainda não defini como será isso exatamente, mas o caminho será esse.

Os alunos com pesquisa em andamento também podem se engajar no novo projeto. Gostaria de definir isso com vocês antes de fazer uma chamada pública de seleção de trabalhos.

Nessa reunião, pretendo também definir o conteúdo do nosso segundo livro.

Espero que possam comparecer.

Abraços!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Próxima Reunião: quarta-feira dia 7/12

Amigos, nossa última reunião do ano será na quarta-feira, dia 7/12, 11h na FDA.
Vamos fazer os planos para ano que vem e algumas mudanças de método.
Até lá!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Essa semana o grupo estará no Encontro do Procad!

Essa semana estaremos no encontro do PROCAD UFAL-UFPE-UFPB

Confira a programação:

23/11/2011 - QUARTA-FEIRA
Local: Faculdade de Direito do Recife
17h – Credenciamento

Local: Salão Nobre (FDR)
18h - Abertura
Fabíola Santos Albuquerque (Diretora do CCJ-UFPE)

19h às 22h - Mesa Redonda: Direitos Humanos em Perspectiva
Hermenêutica e interpretação - Andreas Krell (UFAL)
O solo e o sub-solo (disciplinar) dos direitos humanos - Luciano Oliveira (UFPE)
Teoria feminista e interpretação jurídica - Eduardo Rabenhost (UFPB)


24/11/2011 - QUINTA-FEIRA
Local: Auditório Tobias Barreto (FDR)
9h às 11h – Mesa Redonda: Direitos Humanos - promessas e efetividade
Direitos Humanos: entre promessa formal e concretização - Enoque Feitosa (UFPB)
Direitos Sociais e o discurso do judiciário: do caso Lockner ao princípio da proibição do retrocesso - Adrualdo Catão (UFAL)
O poder judiciário e a regulação da comunicação social no Brasil - Gustavo Ferreira Santos (UFPE)
A Aplicação do Direito Penal pelo Judiciário e os Direitos Fundamentais dos acusados e das vítimas - Alberto Jorge (UFAL)

11h às 12h30 – Mesa Redonda: Estratégias argumentativas levadas a efeito pelo Poder Judiciário no processo de “domesticalização” da política pelo direito
Quando os tribunais cruzam as fronteiras nacionais: conflito, cooperação e diálogo entre tribunais nacionais e supranacionais - Luiz Magno Bastos Jr. (UNIVALI)
Diálogos institucionais e democracia: alternativas contemporâneas à judicialização da política - Cecília Caballero (UFSC)
Análise crítica do discurso jurídico: estudo dos operadores argumentativos de um agravo regimental do STF - Virgínia Colares (UNICAP)

Local: Faculdade de Direito do Recife (salas identificadas)
14h às 15h50 – 1ª sessão de GTs
16h10 às 18h – 2ª sessão de GTs


25/11/2011 - SEXTA-FEIRA
Local: Auditório Tobias Barreto (FDR)
9h às 11h – Mesa Redonda: Direitos humanos em discurso jurídico
A crítica do realismo jurídico à fundamentação jusnaturalista dos direitos humanos - Lorena Freitas (UFPB)
O discurso do direito à moradia no Judiciário: conflitos, avanços e retrocessos - George Sarmento (UFAL)
Direitos humanos, justiça transicional e passado autoritário: superação ou "esquecimento"?" - Bruno Galindo (UFPE)
Pesquisa e discurso - Artur Stamford da Silva (UFPE)

11h às 12h30 – Mesa Redonda: Eficácia jurídica dos direitos humanos
Decisões do sistema interAmericano de direitos humanos - Jayme Benvenuto (UNICAP)
Ações do Ministério Público para eficácia dos direitos humanos - Westei Conde y Martin Júnior (Promotor de Direitos Humanos em Pernambuco)

Local: Faculdade de Direito do Recife (salas identificadas)
14h às 15h50 – 3ª sessão de GTs
16h10 às 18h – 4ª sessão de GTs
 

domingo, 13 de novembro de 2011

Olhando para trás: a importância da história do Direito para a decisão jurídica


por Mariana Melo

            História do Direito, na acepção deste breve ensaio, está longe do que se estuda nas Universidades, em matéria com o mesmo nome. Frustra-se, pois, aquele que espera encontrar referências ao Código de Hamurábi ou considerações sobre o Direito Romano.
            A história do Direito de que aqui trato é um pouco diferente – refere-se a esta atividade constante, construída no tempo; enfoca, todavia, o instrumento pelo qual ela se consubstancia: a decisão jurídica.
            À “história” das decisões jurídicas, costumamos chamar de precedente, e sua importância no direito legislado vai além das enfadonhas referências nas petições judiciais. Embora não haja, em nossa tradição, um respeito aos precedentes de forma semelhante à que ocorre nos países do common law, conferir importância ao passado se impõe como uma obrigação a fim de preservar a segurança jurídica e, em última instância, a própria legitimidade do Poder Judiciário.
            Isto porque, não sendo mais possível tratar o Direito como mero instrumento de aplicação subsuntiva, pelo juiz, das normas vigentes no ordenamento jurídico, abre-se, para o aplicador, inúmeras possibilidades de interpretação, de forma que a norma assume um caráter construído de sentido, não sendo possível tratar o processo decisório como mera descoberta ou revelação de algo intrínseco.
            Se, por um lado, tal atividade criativa, além de inevitável, é também desejável (a fim de, por exemplo, imprimir maior plasticidade e adaptabilidade às normas jurídicas, sobretudo à luz do caso concreto), por outro, cria o risco de desvirtuamento da própria função jurisdicional, fazendo do juiz não só um “legislador intersticial”, mas transformando-o em um questionável criador de políticas públicas. Não obstante, ainda acentua a imprevisibilidade das decisões judiciais, desprivilegiando a própria segurança jurídica.
É neste cenário que se evidencia a importância do precedente, fazendo-se imprescindível, ao magistrado, a observância não só do texto legal – o qual, por si só, já lhe impõe limites -, mas a história de um direito que o antecede e que, ao menos, poderá direcioná-lo à melhor tomada de decisão, evitando o que se convencionou chamar de “ativismo judicial”.
            Fica, pois, a reflexão: cria-se, geralmente, o Direito para o futuro, e faz bem aquele que o analisa pelas suas consequências. Entretanto, pesa, sobre a caneta do juiz, não só o resultado que se produzirá para frente, mas a importância de uma história construída, a qual o obriga, também, a olhar para trás – ainda que seja, excepcionalmente, para encontrar razões robustas para dela destoar.
Não teremos um juiz Hércules. No lugar dele, por certo, preferimos um juiz Jano[1].



[1] Na mitologia grega, Jano era porteiro celestial, sendo representado com duas cabeças, representando os términos e os começos, o passado e o futuro. Do seu nome advém o mês de Janeiro.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Próxima Reunião: 9 de novembro de 2011

Amigos,

O mini-curso que a Professora Lorena Freitas iria ministrar na FDA foi cancelado.

Aproveito para informar que nossa próxima reunião está agendada para o dia 9, quarta-feira.

Abraços!